Nada foi/é fácil para mim. Pode ser que eu dramatize um pouco, ou não. Pode ser que eu seja egoísta (neste momento) a ponto de só enxergar minhas angústias, meus amores mal resolvidos...
Só queria ter alguém que me amasse, como eu amo.
“Quem eu quero, não me quer, e quem me quer, eu não quero”. -Não queria carregar esse Karma até minha próxima encarnação.
Na verdade, o que eu queria mesmo, era não precisar de ninguém para ser feliz. Mas todo mundo precisa! As pessoas precisam...Precisam para preencher algum espacinho no coração ou na cabeça, ambos cheios de preocupações (das quais eu tento me esquivar) E não para viver, como eu preciso! Preciso de amor para dar sentido à minha vida! Novos Baianos: “Eu sou amor da cabeça aos pés”.
Uma pós-moderna como eu, deveria se preocupar com coisas mais (f)úteis. Ah, nasci na época errada, só isso.Liberdade de Expressão, Democracia...O que é isso? Tudo muito metafísico. Essas coisas não me agradam. Seria mais feliz, em plena ditadura! Quem sabe naquela época poderia me engajar num movimento feminista, ou ser adepta do amor livre! Mas não. Em 2010, não sou nem uma coisa, nem outra. Pois minha alma ainda está perdida nos contos de fadas, 1836...Romantismo...Por aí...Poetas...Pessoas de mentirinha, que talvez nem existam, mas eu imagino, e idealizo alguém assim...
Parodiando Oscar Wilde: Sou complexa, gosto das coisas simples. Não quero alguém que me dê casa, dinheiro pra cozinhar, lavar, passar, costurar...Enfim...Quero amor, só isso.
Está difícil. E eu estou cansada de ouvir Cazuza, ler Caio F., e chorar...Dei minha cara à tapas, e cá estou mais uma vez, à ponto de recolher o que sobrará de mais um castelo demolido de ilusões que eu mesma construí, sem saber se a outra pessoa queria ou não, estar nesse castelo comigo.
Ah! Esse amor que me faz mal, que me faz adoecer.E que deveria ser uma coisa boa...
Vivi- 11/08/2010
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